OTROS dioses

CONGREGAÇÃO

SÉTIMO MILÊNIO

Comunhão com ele.” (I João 1.6) – Quando, pela fé, nos unimos a Cristo, fomos colocados em uma comunhão tão completa, que nos tornamos um com Ele. Os interesses dEle e os nossos se tornam mútuos e idênticos. Temos comunhão com Cristo em seu amor. Amamos o que Ele ama. – Spurgeon

Acordei com a palavra: fazem ou têm outros deuses!

Comecei a pensar o que seria “outros deuses”, seriam ídolos? Imagens? Mas…o que é um deus, que lugar ocupa na nossa vida? Que “poder” damos a esse deus?

Um deus, no meu ponto de vista, é algo ou alguém que tem o domínio da vida, mente e, principalmente, do coração. Aquilo que direciona e guia os princípios, pensamentos, opinião e até gostos (musical, visual, estética, etc.).

Quando Deus fez o homem, Ele o fez à Sua imagem e semelhança, para ter identidade com Ele, gostar do que Ele gosta, pensar como Ele pensa, ver com Ele vê

Na meditação do Spurgeon hoje falava da “comunhão… tornar mútuo e idêntico”, ou seja, IDENTIDADE.

Enquanto buscarmos identidade fora daquela para a qual fomos criados só encontraremos vazio.

Hoje em dia, mais do que nunca, as pessoas buscam eternizar momentos de felicidade ou alegria para demonstrar que são felizes, sim.

Quem não conhece uma pessoa que posta algo no Facebook ou Instagram, e na verdade a vida dela não tem nada que ver com a imagem postada? Todos nós conhecemos!

Satisfação própria, liberdade de ação, filosofias sem fundamento, princípios destorcidos, vidas insaciáveis, almas sedentas… deuses mortos, sem braço, mão ou pé. Deuses criados com as nossas mãos.

Qual é a solução? A única que pode existir: Voltar ao princípio, voltar a ter a identidade com Aquele que nos criou.

“Era uma vez uma geração que se dizia livre e era dela mesma, que buscava a alegria eternizando momentos para demonstrar que era feliz, sem saber o que era isso, que busca varecordar o que era ser feliz revivendo tempos não vividos; era uma vez… uma geração que achava que Deus era para os avós, que não tinham nada mais e não “evoluíram”, não eram “cultos”… era uma vez uma geração que tinha outros deuses…”

Seja a pessoa que muda a história e não faz parte dessa geração!

Elié Ferreira

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MEU PAI

CONGREGAÇÃO

SÉTIMO MILÊNIO

 

Durante á noite, desperta, comecei a orar por meus netos.
Chegando em um deles, o Senhor me deu uma palavra para ele, sobre honrar os pais!
Qual.năo foi minha surpresa, que pela manhã recebí a meditação que fala sobre o assunto!
Mandei-lhe a meditação, e enviei junto uma gravação com a palavra que me dera o Senhor!
Entre outras coisas havia a pergunta: VOCÊ VIVE DE TAL MANEIRA, QUE TEUS PAIS SE SENTEM HONRADOS COM TUA VIDA?
Bem, não sei se ele volta a falar comigo…
Se não me procurar mais, não posso fazer nada, mas me pwrgunto: VIVI DE TAL MANEIRA QUE MEUS PAIS SE SENTIAM HONRADOS COM A MINHA VIDA?
Eles, está claro já não vivem, mas eu ainda sou filha deles, e tenho um “PAI” que me ama.
SENHOR, AJUDA-ME A VIVER DE TAL MANEIRA, QUE TÚ TE SINTAS HONRADO EM SER ” MEU PAI!!!!

Pra. Arlete Batista Ferreira

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OBEDIÊNCIA

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SÉTIMO MILÊNIO

Fica uma pergunta no ar:
Como, a que, e a quem obedecer?
Vejo a obediência como uma atitude particular.
Não depende da opinião de ninguëm, mas de ninguém mesmo, só Daquele a quem eu devo obediência.
Pedimos muitos conselhos, inclusive a profissionais de aconselhamento, pastores, pais, amigos, etc…
Mas, creio eu, que dentro de nosso coração sabemos a quem e a que obedecer.
Disse Jesus: VÓS SEREIS MEUS AMIGOS SE FIZEREM O QUE VOS MANDO!
Ele é Nosso Amigo, e quer que sejamos Seus amigos.
Para ser seu amigo, temos que fazer o que Ele manda, assim de claro!
Além de obedecer, devemos também crer em SUAS PRECIOSAS PROMESSAS. Recordá-las, e crer que FIEL É O QUE PROMETEU, O QUAL TAMBÉM O FARÁ!
Se alguma promessa do Senhor não se cumpriu em nossas vidas, o problema deve ser nosso, porque ELE É FIEL, quem peca na infidelidade somos nós, levados por influências externas, concorda comigo?
Bem, esta é minha experiência…
Muitos, em certo tempo, me chamaram de louca, inclusive até eu me achava louca…rsrsrsrs
Espero que tenha sido por ser obediente…rsrsrsrs

Pra. Arlete Batista Ferreira

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TORNO OU FORNO

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SÉTIMO MILÊNIO

Existe uma arte muito bonita e que requer muita paciência que é a OLARIA.
O oleiro tem a capacidade de desmanchar e fazer novamente a peça que está elaborando tantas vezes quanto for preciso até ver que ela não tem nenhuma pedrinha, nenhuma imperfeição, que o barro está liso e não vai quebrar no momento de ir para o forno.
O oleiro compra o barro, limpa, molha para estar maleável, coloca no torno e começa a trabalhar. Quando o barro começa a ressecar ele molha um pouco, trabalha mais um pouco, tira um pedaço duro do barro que vai fazer com que quebre quando for para o forno, volta a molhar para que não fique um buraco, trabalha com toda paciência e amor pela peça que está fazendo e continua tirando pedrinhas, pedaços duros, molhando, alisando, dando forma – é um trabalho de paciência e amor.
Eu amo quando Deus nos fala através de coisas tão simples como esta:
Somos o barro comprado por alto preço, colocado no torno para ser trabalhado e moldado pelas mãos do Oleiro, lavado e molhado pela Água da Vida.
Existe uma parte dessa peça trabalhada com muito amor e paciência que muitas vezes não falamos dela: o momento de ir para o forno.
Depois de todo esse trabalho, o oleiro coloca a peça no forno para ser cozida e preparada para ser usada, mas tem um detalhe: o oleiro não deixa de olhar a peça cuidando para que não quebre.
Momento do forno – Tempo que Deus nos permite sermos provados, por amor. Tempo difícil, mas necessário para estarmos apto para sermos usados, para sermos aprovados. Mas, como tudo tem seu tempo, não dura para sempre. O Oleiro cuida constantemente da peça, sem deixar passar o tempo para que não se queime e, quando a peça estiver pronta, ela é tirada com todo cuidado/carinho e colocada para descansar e começar uma nova etapa – ser útil, usada para a finalidade que foi criada!
Vemos que são duas etapas do barro: TORNO E FORNO
Sem passar pelo torno, o barro não tem forma nem utilidade; mas, sem ir para o forno ele não pode ser usado, fica ressecado e frágil.
Onde estamos: no torno ou no forno?
Imagine que o barro não se deixasse ir para o forno? Que ele pudesse resistir ou que constantemente produzisse durezas e tivesse que ser continuamente feito de novo? Nunca seria usado, como uma criança mimada, que não cresce.
Nós muitas vezes nos comportamos assim, estamos no torno. Dói tirar durezas, pedrinhas, ser quebrado e moldado várias vezes, mas é mais cômodo do que ir para o forno. E se quebrar? Não aguentar o calor do fogo? Então preferimos ficar no torno produzindo “durezas” continuamente.
Esquecemos que o Oleiro conhece o que Ele tem nas Mãos para trabalhar. Sabe se é porcelana, argila, barro rude ou biscuit, e quanto calor aguenta, colocando o fogo na temperatura correta; e espera, olhando e cuidando todo o tempo, sem desviar o olhar, sem dormir, sem piscar!
Você está no torno ou no forno?
Se estiver no torno, deixe o Oleiro dar a forma perfeita para o uso que Ele pensou quando “resgatou” o barro de virar lama.
Se estiver no fogo, agradeça ao Oleiro por já ter forma/identidade e estar sendo preparado para ser usado.
Ou será que prefere continuar sendo barro misturado com outros barros que, vindo a chuva, vira lama? Que não foi alcançado pelas mãos do Oleiro para ser transformado em algo precioso e lindo para refletir a “Arte do Mestre-Oleiro” – Sua Glória.
Como o vaso, que ele fazia de barro, quebrou-se na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos olhos do oleiro fazer. – diz o Senhor. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel ” Jeremías 18.

Elié Ferreira

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LEMBRA-TE…

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SÉTIMO MILÊNIO

LEMBRA-TE DO TEU CRIADOR

 Eclesiastes 12:1

Hoje vi uma foto que me deu muita saudade.

E pensei nesse versículo e da importância de valorizar o que temos no tempo certo.

Salomão, inspirado pelo Espirito Santo, nos deixou “dicas” importantes para a nossa vida diária.

“Tudo tem seu tempo certo, há tempo para tudo” e “Lembra do teu Criador..antes que venham dias”, são umas dessas “dicas”.

Quando somos jovens pensamos que seremos diferentes na nossa velhice, não seremos como nossos pais, falamos quase todos. Mas o tempo passa e cada vez mais nos identificamos com eles, claro é lei de vida. E vivemos a vida “diferente” porque: afinal sou jovem e tenho direito..

Mas esse versículo é chave para nossa vida adulta. Se queremos usufruir de uma vida plena quando formos mais velhos, devemos nos lembrar do Nosso Criador enquanto somos jovens. Porque chegarão dias em que o sentimento mais forte que teremos será a saudade e não a expectativa, isso foi o que senti hoje: a saudade me emociona mais que a expectativa do que virá. Mas ao mesmo tempo me alegrei porque essa saudade não é de tristeza pela perda mas sim do desejo de estar junto com aqueles com os quais criei laços que perduram e são fortes.

Para chegar nisso, na minha juventude “cultivei” esse relacionamento, mas não foi uma coisa intencional tipo: vou fazer isso para garantir uma velhice boa – foi espontâneo, com amor sem interesse, foi sempre sincero e verdadeiro mesmo nas horas que dava vontade de jogar tudo pro alto e sair correndo; o amor me impulsou a ficar.

Com Deus não é diferente, devemos buscá-lo enquanto podemos, não apenas nas horas difíceis, de falta ou apuro; mas SEMPRE, na alegria e na dor, na tristeza e na alegria, na abundância e na falta – Ele deve ser a razão do nosso viver, da alegria, a força onde nos apoiamos na fraqueza – porque chegarão dias nos quais vamos querer falar: meu maior sentimento é a saudade da Tua Presença, e não: já não tenho mais esperança.

Não importa a idade, importa o relacionamento.

Restaure hoje tua relação com Teu Pai e viva com esse sentimento: alegria de sentir saudade da Tua Presença (nunca será suficiente, quero sempre mais de TI) – sem a expectativa de onde O encontrar. “ Eu sei em Quem tenho crido”.

Lembre-te do teu Criador hoje, não espere amanhã porque tem outras coisas para fazer. Pare tudo, e viva para Teu Senhor, HOJE!

Elié Batista Ferreira

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A LUTA

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SÉTIMO MILÊNIO

Depois de orar-pensar-conversar com o Senhor Jesus Cristo, e ruminando alguns acontecimentos bíblicos, lembrando os heróis da fé, dos quais o autor de Hebreus nos fala,sai da cama cantando:
EU QUERO ESTAR COM CRISTO, ONDE A LUTA SE TRAVAR. NO LANCE IMPREVISTO NA FRENTE ME ENCONTRAR. ATÉ QUE O POSSA VER NA GLÓRIA, SE ALEGRANDO DA VITÓRIA, ONDE VAI ME COROAR!
Somos convidados a ir a luta!
A estar na frente, preparado com a Armadura do Cristão(Efésios, 6:10-18),.
Fui criada na antiga Igreja Batista, e escutei muitas vezes uma palavra: Deus está no controle, mas hoje eu vejo diferente, DEUS CONTROLA TODAS AS COISAS, MAS JESUS CRISTO NOS MANDOU AGIR!
Nos capacitou com o Seu Santo Espírito para continuar a Obra por Ele inciada, e disse que faríamos coisas maiores, porque Ele ia para o Pai!
Volto a te convidar a crer e agir, não na nossa capacidade, mas na Força que Ele, Jesus nos deu!Ontem notei que alguns amados não sabem como clamar.
Foram ensinados a “profetisar” e a “determinar”, mas não sabem o que é clamar!
Na oração de Daniel (Daniel, 9) por favor, leia!,Ele levanta um clamor diante de Deus, clamor de confissão de pecado e de reconhecimento da grave situação que se encontrava Israel.
Recorde nossos pecados, apoiamos políticos ateus, países antisemitas, sendo nós descendentes de judeus shefardies, como cristãos sabemos, que a benção vem para quem abençoa Israel, mas nos juntamos com inimigos de Israel, e sem falar de coisas tão graves como estas….
Tomo a liberdade de perturbar tua vida, e te convoco a “ESTAR COM CRISTO, ONDE A LUTA SE TRAVAR”!
Se o amado tem dúvidas, outra vez te empresto minha fé!
É um pequeno grão de mostarda, que plantado em um coração, se transforma em uma grande árvore!
Abraços com carinho, em Cristo Jesus, NOSSO REI!!!!

Pra. Arlete Batista Ferreira

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TEMOR E COM RAZÃO

CONGREGAÇÃO

SÉTIMO MILÊNIO
IIReis, 6:8:23.
Apesar de estar longe, sinto o pulsar do coração de meus amados compatriotas, e vejo que há temor!
Sim, há temor!
Temor e com razão!
Mas há um porém, podemos temer, mas não desanimar, certo?
No texto acima, se você o leu, deve ter visto que Elizeu não tinha medo. E não tinha medo porque tinha os olhos abertos para ver as Obras que Deus fazia! Porém seu ajudante não tinha a mesma capacidade e não se recordava das maravilhas que tinha visto Deus operar através de Seus profetas, E teve medo “Ai meu senhor! que faremos?
Responde Eliseu: NÃO TEMAS;PORQUE MAIS SÃO OS QUE ESTÃO CONOSCO DO QUE OS QUE ESTÃO COM ELES!
E orou Eliseu, e disse: Senhor, peço-te abre que lhe abras os olhos para que veja…E o moço viu; e eis que os montes estavam cheios da cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu!
Neste momento há um monstro assustando os brasileiros: urna eletrônica a que pode ser fraudada!
Estou clamando ao Senhor, como clamou Eliseu para que vejam que o Exército do Senhor está acampado ao redor e sobre o Brasil!
Bem, pode ser que você não creia que O ANJO DO SENHOR ACAMPA-SE AO REDOR DOS QUE O TEMEM E OS LIVRA, mas eu creio!
ORA AQUELE QUE É PODEROSO PARA FAZER MUITO MAIS DO QUE PENSAMOS E IMAGINAMOS, QUE É EM QUEM TEMOS CRIDO, DO QUAL TODAS AS PROMESSAS SÃO “SIM E AMÉM”, TAMBÉM É PODEROSO PARA COMPLETAR A OBRA QUE ELE MESMO INICIOU ATRAVÉS DE SEUS SERVOS QUE CREEM!
Quem sabe um dia te contarei algumas histórias de livramentos milagrosos…mas prepara tempo, que são muiitas as histórias que vi em meu ministério.
Ontem mesmo vimos um poderoso: O furacão Florence ia chegar furioso na cidade americana de Richmomnd, onde vive uma família de meus filhos na fé. Oramos, pedimos que os anjos mudassem a rota do furacão, e assim foi!
Se você não cre, não me ofende, porque eu creio por você e aproveito para repreender toda incredulidade EM NOME DE JESUS!
Que tenhamos todos um dia cheio da Graça e da Paz de do Senhor Jesus, e a comunhão do Espírito Santo!

Pra. Arlete Batista Ferreira

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A GOTA…(4)

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SÉTIMO MILÊNIO

A GOTA QUE FAZ TRANSBORDAR (quarta parte)

Apesar de haverem-se tão insanos, parecendo até que não tinham perfeito juízo em suas mentes, a longanimidade de Deus lhes foi dando oportunidades inúmeras, umas após outras, para que pudessem arrepender-se, voltarem atrás, deixarem de praticar tais coisas detestáveis aos Seus santos olhos, e assim ia-se enchendo a medida que nunca deveriam desafiar, e muito menos transpor – até que uma gota a mais já seria o suficiente para que tudo transbordasse.

Esta gota final aconteceu durante o reinado de Oseias, em Israel Norte, que durou entre os anos 732 a 722 A.C. – e então acabou-se a hegemonia e os reinados deste reino. Ele foi o último rei israelita.

Diz a Bíblia que nem tão mau assim foi ele, como o foram os seus antecessores, mas deixou sua participação no enchimento da medida da ira de Deus, e de qualquer modo ficou marcado com o estigma de um mau rei.

Quando uma corda é esticada, excedendo ao máximo da sua capacidade de ser tensionada, as suas fibras começam a romper-se. Esta corda continua ainda firme por algum tempo, mas conforme vão-se quebrando fibra após fibra, por fim chega ao ponto em que apenas uns poucos fios a mantêm segura. Então podem até afrouxá-la tanto quanto antes, mas quando se chega a este estado, basta um pequeno puxãozinho, e … pronto! Ela se rompe totalmente.

Foi o que aconteceu com o rei Oseias, de Israel Norte.

Em II Reis, capítulo 17 o seu caso é bem exposto.

Começou o seu reinado, assassinando o seu antecessor, Peca, e substituindo-o no trono.

Ele inicialmente fez uma aliança com o rei Tiglate Pileser III, um déspota conquistador que estava invadindo a Galileia e a Transjordânia, deixando Oseias dentro de um território reduzido e truncado.

Peca havia anteriormente assumido uma posição totalmente antiassiríaca, e isto foi a causa da conspiração de Oseias. O próprio Tiglate-Pileser afirma em seus escritos que Oseias foi elevado ao poder do reino de Israel por sua decisão e iniciativa. Isto significa que o rei de Israel então era apenas uma figura manipulada pelo rei assírio, desde o início de sua gestão, o que não era nada honroso.

Possivelmente cansado de ser um simples vassalo da Assíria, Oseias, depois de sete anos nesta situação, estabeleceu contatos com o rei do Egito, de quem esperava receber suporte necessário para romper com os laços de submissão que o obrigava a pagar altos tributos, ano após ano, até se enfadar.

Esta revolta de Oseias não deu bom resultado. Salmaneser V, o filho de Tiglate-Pileser III, marchou contra Samaria, e cercou-a durante três anos, e o rei de Israel não teve outra alternativa senão entregar os pontos, e abrir os portões da cidade, tentando aplacar o seu soberando, reafirmando submissão incondicional. Isto não funcionou. A confiança entre os reinos estava abalada, e não havia jeito de consertar a situação.

Oseias foi preso e acorrentado, e Salmaneser usou de uma estratégia para desfazer o sentimento nacionalista que poderia restar em Israel, deportando o povo de Samaria e outras cidades para várias outras nações, a fim de que este se misturasse com outros povos, e fazendo migrar outras gentes para as cidades de Israel.

Pr. José Francisco BortolatoBrasil

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A GOTA…(3)

CONGREGAÇÃO
SÉTIMO MILÊNIO

A GOTA QUE FAZ TRANSBORDAR (Terceira Parte)

Como este processo foi demorado! Não fosse a constante aproximação do Senhor e contato com o povo hebreu, animando-o e consolando-o nas dificuldades, eles jamais o conseguiriam. Quase quinhentos anos! Isto não é pouca coisa. Passaram-se gerações, e a promessa ainda não tinha sido cumprida, quando então puderam apossar-se da terra.

Ficamos então a pensar: o que será que os povos cananitas fizeram, que tanto aborreceram a Deus, ao ponto de estes serem varridos da terra, para darem lugar aos filhos de Israel?

Não foi pouca coisa. Muitas práticas vergonhosamente indecentes e injustas. A começar pela idolatria. Este é um ato de alta traição ao Deus que os havia criado, e deles esperado melhores coisas.

Aqueles povos edificaram lugares nos altos dos montes, onde se entregavam a grandes orgias, levantaram estátuas por todos os lados da terra, inclusive dentro de bosques, de modo que o povo podia cultuar seus ídolos por onde quer que passassem. Ali queimaram incensos de alto valor pecuniário em honra aos deuses a quem escolheram no lugar do Senhor Deus único e verdadeiro. Adoraram a deuses dos bosques, das montanhas, dos vales, rios e desertos, a entes cuja aparência se mostrava semelhante a animais, aves, peixes, seres mistos e horríveis. Construíram grandes templos para desenvolverem esses cultos de práticas abomináveis.

Distorceram os direitos civis, concedendo sentenças favoráveis a homens salafrários, violentos e maldosos, vendendo-se em busca de prazeres, dinheiro, fama e poder. Embebedaram-se ao ponto de cometerem muitas loucuras. Oprimiram os pobres. Perverteram o sexo natural, dom que lhes fora dado para poderem reproduzir-se e multiplicar-se, e deram-se a várias práticas como de estupros, bestialidades e outras do tipo que nem é conveniente comentar.

Mataram-se uns aos outros por coisas de somenos. O pior de toda essa decadência moral e espiritual é que chegaram ao ponto de matar seus próprios filhos, pequeninos seres inocentes, entregando-os nos altares dedicados a deuses como Baal, Aserá e outros – as crianças que estes, por dádiva celeste puderam alcançar a bênção de as darem à luz, eles as davam sem misericórdia a quem não reunia uma gota de mérito para reivindicar suas vidas daquele modo. E, não contentes com os sacrifícios de crianças, ainda elegiam jovens, homens e mulheres para serem mortos em seus altares.

Isso tudo não nos aborrece, só em pensar nessas atrocidades? Pois realmente aborreceu a Deus, e ainda O aborrece; deixa-O furioso. Imagine como a face do Senhor se contrariou ao tomar conhecimento de tudo quanto faziam. E a Bíblia diz que horrenda coisa é cair nas mãos do Deus Vivo – e que o nosso Deus é fogo consumidor… (Hebreus 12:29; 10:31)

Pr. José Francisco Bortolato

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A GOTA…(2)

CONGREGAÇÃO
SÉTIMO MILÊNIO

A GOTA QUE FAZ TRANSBORDAR (Segunda parte)

Deus estava esperando algo acontecer, não tão rápido e nem repentinamente: um certo tipo de comportamento que houvera começado há anos, e que aos poucos, gradativamente, estava aborrecendo-O cada vez mais, até que, finalmente, a Terra de Canaã seria entregue nas mãos dos filhos de Jacó para ali habitarem.

Isto também quer dizer que a longa paciência de Deus não se estica infinitamente, ao bel prazer da vontade dos pecadores. Tudo tem limites, e um dia este limite é ultrapassado, quando então tudo vira de pernas para o ar, como se uma grande tsunami invadisse o território e a ordem das coisas fosse completamente mudada.

Apesar dos longos anos de espera, o Senhor, sempre que achava oportuno, voltava a frisar, como que a dizer que a Sua palavra não cai abaixo, mas sempre volta firme como nunca. Assim foi durante todo esse tempo.

Passados muitos anos da promessa feita a Abraão, eis que a mesma foi reafirmada por Deus a Jacó, um dos netos do patriarca (Gênesis 28:13), lá pelos idos anos de 1760 A.C., mas ainda não era a hora de possuir a terra. Jacó então estava sozinho, indo para Padã-Harã, onde viria a constituir a sua família, e depois de vinte anos, ele voltaria para Canaã com a família que formou, e ali, em Siquem e Betel habitou por vários anos, mas ainda não pôde possuir toda aquela terra, nem ele e nem os seu filhos.

Anos se passaram, e um dia Jacó teve que sair da Terra Prometida, para ir morar no Egito. Isto aconteceu pelo ano de 1707 A.C., e lá naquele país se desenvolveu muito rapidamente a descendência dos filhos de Jacó, por c. 430 anos, de modo que eles se tornaram muito numerosos. Já eram em número suficiente para tomarem conta de toda a terra de Canaã, mas estavam debaixo de um jugo de escravidão terrível, nas mãos do Faraó. Foi quando, em c. 1491 A.C., através de Moisés e Aarão, que o mundo pôde saber que o Senhor Deus de Abraão, Isaque e Jacó tem poder para livrar os Seus, usando de mão forte e poderosa que opera maravilhas, e libertou-os daquela escravidão, pela Sua misericórdia e amor. E o povo de Israel pôde sair do Egito, porque então estava chegando a hora de tomarem posse da Terra Prometida – mas eles somente puderam fazê-lo depois de quarenta anos de peregrinação no deserto.

Então aquela era a hora: a medida da iniquidade dos povos cananeus estava preenchida – aliás, já transbordante.

Era a hora de o povo de Deus agir, debaixo de Sua orientação, proteção e inspiração.

Pr. José Francisco Bortolato

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